Pensão da tia Lucena

Na estrada esburacada de barro vermelho
as fachadas das casas têm cor de poeira
Pretinhos nus se banham nas margens do riacho
no calor abafado do final da tarde
Retorno ao quarto da pensão da tia Lucena
enquanto o sol desaba, vermelho e pobre, no poente
Sem palavras pra minha miséria, eu canto
as canções mais doídas como se fossem minhas
E o coração pisado conhece a alegria

Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s