Arquivos Mensais: Novembro 2013

A poesia é pop

Para HG A poesia sopra pop ou brisa onde lhe apetece rabisco de carvão na parede fala cambaleante de bêbado brinquedo-texto de poeta bissexto milonga do Ramil prece infantil a poesia sopra na Rússia, no Brasil, na puta que a pariu

Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário

Tristes trôpegos

Todo artista tem chiliques Tem achaques, piripaques Manias e desvarios Os nervos à flor dos dedos A alma sempre em frangalhos E a cegueira de quem vê.

Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário

Tombo

O que nos tira o chão vem de supetão. Então, é apalpar os músculos e os ossos, um a um, e ensaiar levantar de novo os olhos.

Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário

Cuore

Aí está tua vida, em ordem e amarrada até a última ponta. Aí está tua vida, pronta para desabar. Quando você era adolescente, tinha um gravador barato que chiava mais que um rato, e um rádio de pilha que estava … Continuar a ler

Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário

Fim de festa

Não se brinca mais quando a carne e os nervos se foram e a faca raspa o osso

Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Fênix invicta

Por capricho dos deuses brotou, anônima, no canteiro rente à rua. Crianças a pisavam por descuido ou maldade. Ela se recompunha. Veio a seca, veio a chuva. O granizo rasgou suas folhas. Na primavera, estreou folhas novas. Vieram as máquinas … Continuar a ler

Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário

Toco

Para José e Woniva, meus pais Atrás de casa tinha um toco enorme oco onde se jogavam copos quebrados cacos de louça lâmpadas vidros de remédio latas parafusos tudo Pequeno cacei ali meu tesouro de cores e formas e cheiros … Continuar a ler

Publicado em Uncategorized | Publicar um comentário