À espreita

No quarto andar da fábrica de cola
o jovem empregado empilha latas
e vê, pela parede envidraçada,
a muralha de nuvens cinza-chumbo
erguer-se ameaçadora no horizonte
O suor goteja-lhe do rosto e empapa
a camiseta do uniforme azul
Os galões lhe escorregam das mãos úmidas
O cheiro de solvente entranha em tudo
Sozinho no depósito, ele anseia
ver o céu vir abaixo, e o temporal
varrer as ruas com dobrada fúria

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