Arquivos Mensais: Maio 2013

Pedra negra sobre uma pedra branca

Morrerei em Paris com aguaceiro em um dia do qual já me recordo. Morrerei em Paris – e não me apresso – numa quinta, talvez, num outro outono. Numa quinta será, porque hoje, quinta, ao meter os meus úmeros à … Continuar a ler

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Longada

Mario Quintana passeia nas ruas de Porto Alegre sem mais saber se é ele ou um poema seu, inédito, carregado pelo vento.

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Maria-mole

Lá vai meu tio de cabeça baixa como boi resignado A nuca de fora sob o cabelo cortado redondo Vai suar na fundição por um salário miserável e crê que o patrão o tem em alta conta Lá vai meu … Continuar a ler

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Noturno

Sou ônibus recolhendo. Não paro pra mais ninguém.

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Porque no engraso los ejes

Poeta jovem, escrevia versos para me mostrar superior, sensível, singular No embalo das musas dramatizava dores e amores num espetáculo solo sobre o palco e se o aplauso não vinha é que o público era surdo Hoje escrevo só para … Continuar a ler

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Complô

Para os poetas de todos os ofícios Vamos fazer um complô de poesia neste país? As pessoas estão sempre à beira da selvageria, e a cultura é só um verniz. As pessoas estão sempre à beira da epifania, e a … Continuar a ler

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Minha poesia

Para Luis Fernando Verissimo Minha poesia uma doação para o futuro? Ora, Camões Quando o homem do século XXX por acidente topar com ela entre computadores, armas e outros trastes de hoje (quando buscava sabe-se lá o quê) e decifrar, … Continuar a ler

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